sábado, 10 de outubro de 2009

Amantes do tecto de estrela

Eu gostava imenso de ter mais idade e principalmente mais cultura e capacidade para ser argumentativa e eloquente.
São tantos os temas que quero expor ,mas que me falham devido a minha incapacidade de me expressar de maneira que chegue a qualquer mente , a qualquer idade.
Resta-me pedir desculpa á minha carência de eloquência literária e discursiva perante assuntos tão sérios.
Hoje vou me debruçar sobre as pessoas que têm como tecto as estrelas ( na melhor da hipótese e na visão poética da situação) e como cama , um banco de jardim( quando não é no chão enroscados em humedecidos cartões velhos).
Pelo que sei, pelo que me habituei a ver desde pequena , existem sempre mendigos , pessoas que moram na rua sujeitos a uma variável de acontecimentos.
Muitos por iniciativa própria , talvez desiludidos com este sistema de sociedade capitalista e moralista , ou talvez quiseram-se desprender das amarras sufocantes que nos impigem a termos.
Outros foram já médicos , milionários de esquina ou até mesmo magistrados. Mas perderam tudo, e agora o tudo que têm é o nada.
Roupas em farrapos, uma tijela, muitos com um animal ou lado ou uma habilidade debaixo do braço vao percorrendo a malha urbana de determinada região.
Comendo por ali ou por acolá , muitas vezes sem comer , deitam-se quando muitos acordam. São eles os comentadores das mais frias noites , ou das mais infernizantes manhãs.
E o que mais me aborrece não é haver mendigos, (prova viva que o sistema em que vivemos não funciona)é haver quem continue a fingir que não existem.


Deixo-vos aqui uma associação sem fim lucrativos que se destinam a reinsercção social das pessoas de rua , os mendigos.

http://www.cais.pt/

informação formal e oficial, útil para o desenvolvimento de iniciativas no campo da solidariedade social

http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/cidadao/areas+interesse/proteccao+social/cidadaos+sem-abrigo/

terça-feira, 19 de maio de 2009

Dignidade Humana

Num tempo em que tudo se questiona sobre o que foi feito no passado e as consequências que trouxeram para o presente, é quase incontornável falarmos da dignidade humana e o longo caminho que o Homem percorreu até a conseguir.Contudo assistimos a uma bipolaridade de condições sobre o Homem.
Padre António surgiu assim, como um pioneiro , um visionário sobre a condição humana , sendo uns dos primeiros a apresentar uma reflexão consisa sobre a liberdade e o direito do Homem.
Ao longo dos tempos,assistiu-se no mundo Ocidental, uma maior preocupação sobre o bem-estar individual do Homem, assim como os direitos que lhe assiste. É na Revolução Liberal que assistimos ao verdadeiro arranque pela luta á liberdade e á igualdade.
Esta revolução é consolidada com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que permitiu ás nações organizar as suas sociedades em picos mais iguais.Depois deste grande acontecimento, o Ocidente aderiu á logica como uma enorme locomotiva. Por exemplo, a luta do operiado permitiu que no século IX e XX, as classes urbanas vivessem em melhores condições e direitos, assim como a luta do liberdade individualizada do cidadão e ainda a emancipação( até aos dias de hoje) da Mulher ,como um menbro igual , nesta sociedade global.
Aos optimismistas avanços do Ocidente , contrastam com as condições quase neolíticas que muitos Homens vivem no Oriente. Doutrinados com uma ideologia tradicional,os países orientais oprimem e controlam o povo. Este tipo de governo cria em quase todos os países orientais , um forte desequilíbrio social ,onde mais de metade da população vive na miséria, oprimida e explorada.Em muitos deles, o sistema assemelha-se ao fascismo, que por natureza , é um atentado á existência feliz do Homem.
As mulheres são tratadas como apêndices ,femêas que na ascensão da palavra , servem apenas para procriar ,e as crianças são exploradas e obrigadas a trabalhar muitas horas ao que deviam ser expostas. È como o caso da Arábia Saudita ,ou até mesmo da China, que industrialmente e diplomaticamente "camuflada" se impõe pela exploração e opressão do seu povo.
Resta-me portanto concluir que ao longo dos tempos foram feitos avanços e progressos para tratar todo o Homem por igual , tendo a constante preocupação de salvaguardar o bem estar deste mesmo. Contudo continua a haver um enorme caminho pela frente para o sonho de Padre António Vieira , que todos se amem por igual , porque é nisso que reside a maior prova humana, encontrar um equilibrío entre todos nós.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Manifesto á pobreza.


Os números da pobreza em Portugal são preocupantes. Cerca de 20% dos portugueses vivem ou estão em risco de viver em situação de pobreza (com menos de 360 euros mensais). Estas taxas de risco de pobreza registam-se já depois das transferências sociais, como pensões ou subsídios, porque sem estes, a taxa de pobreza em Portugal cobriria 40% da população. Entre os grupos de risco - mais propícios a caírem em situação de pobreza - estão os idosos e as famílias numerosas. O desemprego, salários de miséria e pensões ainda mais miseráveis, colocam estes grupos em situações francamente difíceis.


Actualmente vivemos numa época em que a pobreza é dissimulada com a patente de país desenvolvido. Aparentemente.
Não gosto , e nunca gostarei de abordar temas que não conheço particularmente. Contudo a pobreza em Portugal é uma realidade cada vez mais palpável e cada vez mais notória ao olho comum.
Eu represento o olho comum felizardo. Que ainda têm comida ao fim dum dia , e que ainda têm dinheiro para suportar o custo duma internet , um luxo hoje em dia para muitas pessoas.
Os mais radicais e ao mesmo tempo optimistas insistem que a culpa é a tradicional preguiça de trabalho dos portugueses. Mas infelizmente ,temo que não seja esse o problema da maioria dos portugueses. Aqueles que têm emprego vivem aterrorizados para não os perder , e os que não têm , esperam que amanhã o céu não seja tão cinzento.
O mais grave do país passa-se nas redondezas das grandes cidades e das aldeias quase desertificadas. No primeiro caso, o grande número de família e as situações precárias em que vivem , fazem como que os sistemas vivencionais se tornem quase impossíveis. Já no segundo caso, são quase como pessoas do tempo , esquecidas pelo amanhecer do progresso e do tragíco modernismo.
E em resumo ,o pior desta situação é a vergonha com que se vive perante os dados que a vida em Portugal lhes oferece. VIvem escondidos , numa sociedade que se diz igual , e justa , onde os ricos ficam mais ricos , e os pobres cada vez mais pobres.
O que proponho? sim , porque, para criticar apenas , existem os deputados e as pessoas que no fundo acabam por ser a mesma coisa.
Proponho uma investida habitacional para famílias em risco, com criação de blocos urbanos , cada vez mais numerosos para que facilite a habitação e a vivência em sociedade destas pessoas.
Depois uma reforma a nível de ajuda governamental , e para isso , recorrer a uma analíse detalhada dos casos subsidiados e se for preciso aumentar a escala de subsídios. Contudo , isso implicaria uma maior taxa de impostos sobre todos os cidadãos.
Proponho também uma investida massiva na indústria , de modo a equilibrar o comércio interno , e criar ao mesmo tempo , vários postos de trabalho. Embora ,em tempo de crise isso se torne quase uma inacessível prioridade.
O equilíbrio dum país está não na maior quantidade de classe alta , mas sim na maior quantidade de classe média , isso permite equilibrar os dois extremos , que á sua maneira enfraquecem a força duma nação.


E a todos os jovens , deixo uma nota;
Mais participação na vida civíca , o país não é dos nossos pais ou avós , é nosso , os futuros donos de Portugal.
Não quero ver a minha nação mergulhada no tradicionalismo que as classes proponhem.
Quero um país jovens , de frescas propostas e mais consciente das classes em minoria social e humana.






sábado, 24 de janeiro de 2009

Zimba , o menino Lama


Zimba é um menino oriundo da Ruanda , tendo sendo o filho da sua terra.

Aos 4 anos de idade perdeu o pai , numa guerrilha armada na rua. Sua mãe pegou nele ao colo e reconfortou-o , a ele e aos seus 8 irmãos , 2 deles com a Malária. Também os perdeu tempo mais tarde.

Zimba , ao contrário do que se possa pensar era uma criança "feliz". Saia todas as manhãs para brincar com os seus bonecos favoritos ; Amontoava lama e criava formas humanas , deixando secar depois ao sol para poder brincar.

Como não era seguro , não ia á escola , então sonhava um dia poder contar as folhas do seu arbusto.

A mãe de zimba ficou muito doente ,e a comida começou então a falta ainda mais.

Os ataques de lá de fora eram cada vez mais fortes e Zimba inalava a realidade misturados com os gemeres da mãe e as balas e gritos perdidos , que ouvia lá fora, um mundo externo ao seu.

Pedia mil vezes a deus , que ajudasse sua mãe , mas não adiantou , Deus preferiu tê.la na sua companhia.


Zimba foi então levado , com a sua irmã para o acompamento da Unicef , onde veio a falecer 8 meses depois.

Um dia antes da sua morte perguntaram-lhe se ele estava bem e ele disse:

Estou triste , não tenho os meus bonecos de lama para me fazer sorrir.



Zimba foi apenas uma das crianças , aparentemente sem nome , que perdeu a vida ao tentar viver nela.

A todos eles , o meu grande tributo , é deles a força e apureza da humanidade.




contactos para poderem ajudar mais:



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Questão Darfur

O conflito de Darfur (ou genocídio de Darfur) é um conflito armado em andamento na região de Darfur, no oeste do Sudão, que opõe principalmente os janjawid
As mortes causadas pelo conflito são estimadas entre 50 000 (Organização Mundial da Saúde, setembro de 2004) e 450 000 (Dr. Eric Reeves[1], 28 de abril de 2006). A maioria das ONGs trabalha com a estimativa de 400 000 mortes. O número de pessoas obrigadas a deixar seus lares é estimado em 2 000 000. A mídia vem descrevendo o conflito como um caso de "limpeza étnica" e de "genocídio". O governo dos EUA também o considera genocídio, embora as Nações Unidas ainda não o tenham feito, pois a China, grande parceira comercial do governo sudanês, defende o país em todos os fóruns internacionais que abordam o tema.


Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

sábado, 13 de setembro de 2008

Paralímpicos



Portugal conquistou, esta terça-feira, as duas primeiras medalhas nos Jogos Paralímpicos Pequim2008, com João Paulo Fernandes a repetir o ouro conseguido em Atenas2004 no torneio de boccia (BC1) e António Marques a ficar com a medalha de prata.

João Paulo Fernandes venceu António Marques no jogo para atribuição do ouro por 8-1 (2-0, 2-0, 4-0 e 0-1). A medalha de bronze foi para o irlandês Gabriel Shelly, que venceu o chinês Yi Wang.

Esta foi a segunda vez na história dos Jogos Paralímpicos que dois atletas portugueses se defrontaram na final de um torneio de boccia.

Nos Jogos Paralímpicos Sydney2000, José Macedo venceu Armando Costa na final do torneio de boccia BC2

domingo, 7 de setembro de 2008

"Eu não tenho culpa de estar assim"



A lei diz " tratar todos por iguais".
Será que é assim?
Receio que a resposta não seja a mais animadora. Em Portugal muita gente têm diferenças físicas e psicológicas , dos que tendem a ser "normais."
Na renovação da lei , visava-se a mudança arquitectónica dos espaços públicos permitindo uma acessibilidade a qualquer cidadão. Aplicados em autocarros , tribunais , hospitais , teatros...
Ás vezes a utopia política se afasta da realidade. É certo que alguns autocarros têm essa oportunidade mecânica , de oferecer transporte a qualqer cidadão , e até mesmo alguns hospitais.
Mas o que aconteceu aos teatros , as rampas de passadeira , aos bancos , aos tribunais? Mantiveram-se iguais e assim a ilusão de sermos todos iguais afastou-se ainda mais do seu protótipo.
Quanto a empregabilidade as coisas mantêm-se a meio termo , mas ainda há quem prefira distinguir um trabalhador com deficiência , dum trabalhador normal.
Mas boas noticías! Muitas empresas estão a empregar pessoas com deficiência não só a nivel motor como mental , agrupando estes cidadãos numa sociedade mais justa e mais integra.
Permite-lhes constuir futuros mais iguais , numa condição de vida mais estável , como qualquer outra pessoa.

Mas é infelizmente no campo social e pessoal ,que a discriminação mais acontece. Quer seja por pena , ou por repudio , as pessoas com deficiência são marginalizadas , e postas de parte .
Muitos são aqueles que lançam um olhar de pena , ou até mesmo um olhar escandalizado.
Muitos são aqueles que aproveitam desta situação para se destacarem no seu grupo de amizades , formando piadas , que a meu ver , revelam deficiência intelectual.


Se Portugal quer acompanhar a Europa , sugiro que primeiro nos tratemos todos por iguais.
Porque ninguêm têm culpa de ser possuidor duma deficiência. E fazem disso um motivo para viver ainda mais intensamente.


A eles , todo o nosso louvor.